O corpo muitas vezes é uma forma de martírio para os seres humanos, um modo de barreira, um tabu.
Montaigne não tinha medo quebrar estes tabus.
O corpo em seu todo é importante, não existem partes mais ou menos importantes em seu conjunto
Os seres humanos têm como instinto se julgarem melhores ou piores que os outros, mais feios, menos intelectos, nunca estão satisfeitos com o que lhe é proporcionado tanto pelo seu corpo quanto pelo seu intelectual.
Nós, seres humanos temos necessidades.
Montaigne em sua sabedoria nos igualava aos animais, pois estes não tinham vergonhas, pudores. Mas esta comparação não deve ser entendida como um modo de aferição a nós, seres pensantes. É apenas um modo de nos aceitarmos sem pudores, como os animais irracionais.
Temos um modo de ver as coisas, taxando-as como normais (propicias aos costumes rotineiros) e anormais (impróprias erradas).
Se não fazem parte dos nossos costumes julgamos e condenamos as ações e os costumes de outras pessoas.
Devemos ampliar as nossas mentes para conhecermos novas culturas, não para tomá-las para nossos hábitos, e sim para não sermos seres julgadores, preconceituosos.
Para Montaigne, há sim pessoas mais sagazes que as outras, mais isto não está relacionado ao seu diploma da faculdade.
Não devemos julgar as pessoas pelas aparências, e sim pelo o que elas podem nos transmitir no decorrer da convivência, do nosso dia-a-dia.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
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